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Empresa de Esmoriz em risco com o encerramento das 16 lojas da Aerosoles Empresa de Esmoriz em risco com o encerramento das 16 lojas da Aerosoles
15 fevereiro de 2018 | 20h08 | Jorge Costa
A marca de calçado Aerosoles, cuja concessão é atualmente da empresa MoveOn, de Esmoriz, vai fechar nove lojas em Portugal e sete em Espanha. Este desfecho é resultado da insolvência da empresa-mãe Aerogroup International e vai deixar desempregadas 45 pessoas.
economiaFOTO: Direitos ReservadosA MoveOn, companhia de Esmoriz que detém a licença da marca Aerosoles, comunicou que vai fechar 16 lojas – nove em Portugal e sete em Espanha. A empresa do concelho de Ovar está a sentir dificuldades, depois da insolvência da Aerogroup International, a casa-mãe localizada nos Estados Unidos da América.
Citado pelo Expresso, o diretor-geral da MoveOn, Fernando Brogueira admite que “2017 foi um ano muito mau” e que a insolvência da companhia norte-americana deixou uma dívida de dois milhões de euros em Portugal. Com um prejuízo na ordem dos 2,5 milhões de euros, a empresa de Esmoriz viu-se obrigada a fechar as lojas, onde trabalham 45 pessoas.
Recorde-se que, no início da década, a Investvar, que possuía a concessão da marca e que chegou a ser o maior grupo português de calçado entrou em insolvência. A ECS Capital continuou o projeto, renascendo com o nome MoveOn e passando mais tarde para o controlo dos indianos da Tata.
No entanto, apesar da reestruturação decorrer com normalidade, com a produção a contar com 50 trabalhadores na parte fabril, em Portugal, as dificuldades na sede norte-americana voltam a afetar a marca nacional. Fernando Brogueira adianta, apesar de as contas do último ano fiscal ainda não estarem fechadas, que foi sentida uma quebra na produção de calçado: menos 150 mil pares vendidos na Europa e menos 200 mil pares nos EUA.
O diretor-geral afirma ter uma carta na manga e, por ocasião da feira de calçado de Milão, apresentou a nova marca de sapatos da MoveOn, a Saydo. O objetivo é, segundo Fernando Brogueira, produzir sapatos de homem e senhora direcionados para "um consumidor mais jovem, na casa dos 30 a 40 anos".
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