O orçamento municipal para 2018 da Câmara de Estarreja foi aprovado por maioria, com cinco votos a favor da Coligação PSD/CDS-PP e dois votos contra do PS. O Eco Parque é o principal foco deste documento, que assinala a importância deste espaço para o desenvolvimento económico estarrejense.
Diamantino Sabina, presidente da autarquia, admite que o “Eco Parque Empresarial é uma das principais estratégias e o principal motor da economia local”. Para 2018, o objetivo é “ampliar as infraestruturas e identificar e adquirir os terrenos para que se alarguem novas frentes de lotes, para que aí se instalem ainda mais empresas”.
No âmbito da reabilitação urbana, após a remodelação do Mercado e Feira Municipais, a autarquia pretende lançar no próximo ano o concurso público para a concessão da empreitada de recapacitação da antiga fábrica do Descasque de Arroz. Aqui vai nascer a Fábrica da História, investimento com o apoio do Portugal 2020.
Relativamente ao plano para o desenvolvimento e coesão territorial da Região de Aveiro (PDCT-RA), estão projetados na área de Estarreja obras de beneficiação na Escola EB 2/3 Egas Moniz. O Projeto Agrícola do Vouga também é contemplado neste plano, num financiamento que atingirá os 20M€.
ORÇAMENTO SOBE PARA 18,1M€
No total, o orçamento de 2018 vai subir, face a 2017, alcançando um valor de 18,1 M€. O valor final, após a integração do saldo de gerência, previsto para 4,1 M€, será na ordem dos 22,2M€. As despesas de capital alcançarão um valor total de 11 M€, representando 46% do orçamento.
Nas palavras do vice-presidente e vereador das finanças, Adolfo Vidal, a autarquia continua “a evoluir positivamente no trilho de sustentabilidade financeira do Município de Estarreja, gerando poupança corrente e consignando-a ao Investimento em despesa de capital”.
O quadro fiscal soma cerca de 900 mil€, ou seja 5% do orçamento anual global. A taxa de IMI mantém-se nos 0,35% e a Derrama terá uma taxa de 0,01% para empresas com faturação inferior a 150 mil€. A participação no IRS mantém-se nos 3%.