O Hospital de Ovar é o primeiro a pôr em prática um programa para reduzir e eliminar o papel. O projeto HOSP – Hospital de Ovar sem Papel, foi apresentado na semana passada, no Auditório da Santa Casa da Misericórdia de Ovar, com a participação do ministro da saúde Adalberto Campos Fernandes.
Através de videoconferência o ministro comprometeu-se a ajudar a instituição a cumprir a meta de eliminar totalmente o papel até ao final do ano. De igual modo, o presidente do Conselho Diretivo do Hospital Dr. Francisco Zagalo, Luís Miguel Ferreira, falou dos 10 mandamentos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) sem papel e da estratégia a seguir, eliminando semanalmente, os papéis dispensáveis.
Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), Henrique Martins, sublinhou quais os principais desafios da desmaterialização e indicou quais as iniciativas que potencializam o SNS sem Papel. Até 2020, a SPMS compromete-se a eliminar todo o papel desnecessário nas instituições hospitalares.
Esta iniciativa vem reforçar a opinião de José Mendes Ribeiro, membro do Centro Académico Clínico de Coimbra, que em declarações recentes ao Jornal de Negócios afirmou que "os nossos hospitais estão longe de ter um nível aceitável de digitalização dos seus processos e das suas atividades". O economista da área da saúde sublinhou que muita coisa ainda é feita com recurso a papéis, com processos que "têm custos muito elevados, são pouco eficientes e atrasam a capacidade de resposta".